A Organização Mundial de Saúde (OMS) liberou o uso emergencial da vacina CoronaVac, um dos três imunizantes contra a Covid-19 já usados no Brasil. Desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech, ela é produzida em parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo. Com a liberação, mais países terão acesso à CoronaVAC e poderão adquirir e utilizar a vacina.
A OMS afirma que a vacina CoronaVac “atende aos padrões internacionais de segurança, eficácia e fabricação.” Além disso, reforça que “seus requisitos de armazenamento fáceis a tornam muito gerenciável e particularmente adequada para cenários de poucos recursos”.
A recomendação é que o uso seja em adultos com 18 anos ou mais. A dinâmica é a mesma: duas doses, com espaçamento de 2 a 4 semanas entre elas. A organização não estipula uma idade máxima.
Apesar de considerar que poucos participantes com mais de 60 anos haviam sido incluídos nos ensaios clínicos, a OMS defende que “não há razão para acreditar que a vacina tenha um perfil de segurança diferente em populações mais velhas e mais jovens.”
Eficácia
Para a liberação, a Organização considerou dados de eficácia da vacina CoronaVac divulgados em janeiro pelo Instituto Butantan: ela preveniu casos sintomáticos da Covid-19 em 51% dos vacinados e casos graves em 100% da população avaliada.
O caso de Serrana (SP) também chama a atenção. Foram imunizados com a vacina 95,7% da população, o que resultou na queda de 89% de casos sintomáticos da doença. As internações hospitalares tiveram redução de cerca de 86%. Cientistas acreditam que isso foi possível depois que 75% da população recebeu a segunda dose da vacina.
Vacina Covid-19: o que muda
- Com a liberação, outros países que não utilizam a CoronaVac podem se sentir mais seguros e encorajados a administrá-la.
- A OMS aprova a CoronaVac, que passa a contar agora com a chancela internacional, o que pode aumentar sua demanda.
- A aprovação é positiva para o combate à Covid-19 no mundo, mas é preciso evitar o desabastecimento de insumos.
- Com a aprovação emergencial da OMS, o consórcio Covax Facility, que é um programa global de fornecimento de vacinas a países pobres, afirma que vai acelerar as negociações com a Sinovac.
- Agora, são seis vacinas com uso emergencial contra a Covid-19. As outras são: a da Pfizer, a de Oxford/AstraZeneca (inclusive as versões produzidas na União Europeia e pelo Instituto Serum, na Índia), a da Johnson, a da Moderna e a da Sinopharm.
Até o momento, são administradas no Brasil apenas as vacinas CoronaVac, a de Oxford e a da Pfizer.
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